Metodologia do Índice de Oportunidade

O Índice de Oportunidade é uma nota de 0 a 10 que resume o quanto um certame vale a pena para quem estuda TI. Ele não substitui a leitura do edital — serve para ordenar uma lista de dezenas de concursos e decidir onde olhar primeiro.

A fórmula

índice = salário × 0.30
     + vagas de TI × 0.25
     + probabilidade × 0.25
     + concorrência invertida × 0.20

Cada componente é normalizado de 0 a 10 antes de receber o peso, então o resultado também fica entre 0 e 10.

Os quatro componentes

  • Salário

    30%

    Escala linear entre R$ 3.000,00 (nota 0) e R$ 25.000,00 (nota 10).

    Linear porque, na faixa que interessa ao concurseiro de TI, cada mil reais a mais pesa igual — não há saturação relevante entre R$ 8 mil e R$ 25 mil.

  • Vagas de TI

    25%

    Escala logarítmica: 50 vagas equivalem à nota 10. Cadastro de reserva recebe 0.

    Logarítmica porque sair de 1 para 5 vagas muda a vida do candidato muito mais do que sair de 40 para 45.

  • Probabilidade de acontecer

    25%

    Determinada pelo estágio do certame (tabela abaixo).

    Um certame previsto sem autorização formal vale menos, hoje, do que um com edital publicado — mesmo que o salário seja maior.

  • Concorrência (invertida)

    20%

    Também logarítmica: até 10 candidatos por vaga vale 10; 1.000 por vaga vale 0.

    A diferença entre 20 e 60 candidatos por vaga é sentida na prova. Entre 800 e 840, não.

Probabilidade por estágio

Nota de 0 a 10 atribuída a cada estágio do certame.

Nota de probabilidade por estágio do certame
Previsto2.0
Autorizado4.0
Comissão formada5.5
Banca definida7.0
Edital publicado9.0
Inscrições abertas10.0
Em andamento10.0
Homologado10.0
Encerrado10.0

Certames já realizados recebem nota máxima: eles aconteceram. Nesses casos, o índice descreve a oportunidade que aquela edição representou — é o que dá sentido ao número no acervo histórico.

Quando falta dado

Se um certame não tem salário informado, esse componente é descartado e os pesos dos demais são renormalizados para somar 1. A edição é avaliada só pelo que se sabe dela — não é punida nem inflada por um campo em branco. É por isso que toda página mostra também o percentual de completude: ele diz o quanto confiar no índice. Um 8,5 numa ficha 40% completa é muito menos confiável do que um 7,2 numa ficha 95% completa.

Quando nenhum componente está disponível, o índice fica vazio em vez de receber um valor inventado.

O que o índice não diz

  • Não mede dificuldade da prova. Para isso existem o mapa de incidência e as notas de corte de cada edição.
  • Não conhece a sua situação. Lotação, cidade, estabilidade e afinidade com a banca pesam muito e não entram na conta.
  • Não prevê o futuro. A probabilidade reflete o estágio formal do certame, não boato de fórum.
  • Não compara notas entre bancas. Uma nota de corte de 78 na FGV e outra de 78 na Cebraspe não significam a mesma coisa.

De onde vêm os dados

Diários oficiais, portais dos órgãos, editais e sites das bancas. Cada ficha traz a data da última verificação humana e o link da fonte. Quando o dado da página divergir do edital, o edital vence — sempre.

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